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NFT, Fórmula 1 e nenhuma preocupação com a sustentabilidade

Gerar o certificado digital de uma imagem, ou qualquer coisa digital, causa impacto direto no meio ambiente

A McLaren tem parceria com a CryptoPotato, uma plataforma de NFT, juntos eles criaram a ‘McLaren Racing Collective’, uma plataforma que servirá para os fãs e outros entusiastas ‘adquirir um pedaço’ do automobilismo. As pessoas podem adquirir pedaços digitais do MCL35M, carro utilizado pela McLaren em 2021.

A onda de NFT não acaba apenas na McLaren, o piloto Pierre Gasly também entrou neste mundo O francês está vendendo os chamados ‘tokens NFT’ de imagens marcantes da passagem dele pela F1 e que estão no site do piloto. Elas podem ser adquiridas pelos fãs ou qualquer outra pessoa, por meio do leilão.

Em outubro de 2021, a Fórmula 1 também se juntou à mania NFT, onde foi anunciado uma parceria com a Crypto.com, um parceiro global para as provas de Sprint. A empresa gera os tokens não fungíveis (NFT).

O que é o NFT?

Bom, é um certificado digital para adquirir ‘bens digitais’. O NFT é atrelado a algo digital, como foto, imagem, vídeo, música, mensagem e até post em uma rede social. No entanto isso faz dele uma peça única, gerando a escassez em torno do item.

Podemos ter milhares de imagens iguais, mas se uma delas está atrelada a um certificado NFT, ela se torna um bem-único, atestando que aquele é original, enquanto os outros não passam de cópias. É algo semelhante ao que ocorre com as criptomoedas. A NFT está tomando grandes proporções entre artistas. 

LEIA MAIS: O que é NFT? Entenda como funciona a tecnologia do token

É um mercado que vem sendo explorado, especialmente em obras digitais. No entanto, aquilo dá a sensação de um falso pertencimento, é algo digital, mas não significa que você terá aquele objeto mesmo.

Qual a relação com a sustentabilidade?

Nos últimos tempos a Fórmula 1 vem abordando as questões relacionadas a sustentabilidade, tentando se tornar carbono neutro, pensando em formas de modificar o motor e utilizar um outro combustível para se tornar mais limpa. Só que quando olhamos mais a fundo para a categoria, vemos outras coisas que mostram definitivamente uma marcha para o lado contrário.

Para gerar os tokens não fungíveis (NFT), implica diretamente na emissão de toneladas de dióxido de carbono, que contribui para o aquecimento do planeta. Além disso é necessário um equipamento adequado para que a mineração virtual seja realizada, uma rede física que consome energia, formada por peças reais e que acabam se tornando obsoletas, gerando a necessidade de uma substituição e criando lixo eletrônico.

Em uma entrevista para o site da Cultura, o fundador do site Digiconomist, Alex De Vries explicou um pouco sobre o impacto dessa geração do certificado digital, no mundo real.

“Você pode estar comprando uma coisa que não é de verdade, mas a compra tem um impacto bem real no mundo”, afirma. 

A emissão de carbono está ligada ao uso do blockchain, o sistema que faz o registro de NFT e que utiliza uma grande quantidade de energia para operar todos os dias, 24 horas por dia.

“A rede Ethereum, onde ocorre a maioria das transações de NFT, consome cerca de 40TWh (terawatts-hora) por ano, nas estimativas do especialista. Um contador no site Digiconomist coloca o consumo como comparável ao de toda a Nova Zelândia. Bitcoin, que utiliza uma quantidade de energia cerca de 2,5 vezes maior, tem um consumo energético anual similar ao da Argentina”, afirma a matéria da Cultura.

O gasto energético também equivale ao desmatamento. As ações digitais implicam no nosso mundo físico. Portanto quando vemos a categoria se preocupando com questões ambientais, mas se atrelando as essas práticas no mundo digital, ignorando todas as consequências e malefícios que ocorrem com a utilização desta mineração, fica cada vez mais claro que os problemas ambientais não são uma preocupação para eles. E aquilo de que o dinheiro é o que realmente importa, fica mais evidente.

* Recomendo a leitura dos links que estão destacados no texto! 

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Debora Almeida

Meus olhos brilharam quando eu vi o estilo de pilotagem do Vettel ele despertou o meu interesse pelo esporte e cada vez mais eu queria entender sobre o assunto. Hoje gosto de tirar fotos e escrever textos!

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