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Estratégias e os pneus usados durante a Sprint e o GP de São Paulo

Hamilton conseguiu uma boa posição no sábado pela utilização dos pneus médios, mas venceu a corrida do domingo usando os pneus duros

O GP de São Paulo com a Sprint Qualifying modifica a distribuição dos pneus e a utilização deles durante o fim de semana. Mesmo fazendo a classificação na sexta-feira usando apenas os pneus macios, para a Sprint e a corrida principal os times podem escolher os pneus que os seus pilotos vão completar as provas.

No sábado quando a Sprint foi realizada, as temperaturas estavam mais baixas e para completar as 24 voltas os pilotos se dividiram entre a utilização dos pneus macios e médios. Lewis Hamilton protagonizou uma grande escalada, pois foi desclassificado e começou a prova do final do pelotão. O inglês tinha os pneus médios instalados, Lewis fechou a Sprint na quinta posição.

Valtteri Bottas venceu a prova largando com os pneus macios, superando Max Verstappen logo no início por contar com mais aderência. Sergio Pérez foi surpreendido por Carlos Sainz, perdendo a posição para o piloto da Scuderia italiana. Apesar do ritmo da Ferrari ser inferior quando comparado com o da Red Bull, o espanhol fez o mexicano desgastar os compostos e assim garantiu o P3 na Sprint, evitando uma ultrapassagem.

A Red Bull tem um pouco mais de dificuldade para aquecer os pneus quando a pista está mais fria, mas a temperatura que estava no sábado ajudou a Mercedes, principalmente pela equipe ter problemas de superaquecimento dos compostos e com esse clima, conseguiram fazer uma corrida consistente sem sofrer.

Os times passaram o final de semana focados na preparação dos carros para as duas provas, verificando a durabilidade dos pneus e quanto de degradação os seus carros gerariam aos compostos – tudo isso levando em consideração a temperatura do ambiente e asfalto.

Pneus escolhidos para a Sprint – Foto: reprodução Pirelli

Trabalhar com os pneus macios e médios durante a Sprint por 24 voltas, ajudou os times a entender o comportamento dos pneus e o qual estratégia era melhor para trabalhar no domingo. 

Corrida Principal

As temperaturas no domingo estavam mais elevadas, semelhante ao que as equipes se depararam no TL2 – prática que foi feita no sábado.

Hamilton começou a corrida da décima posição, pois tinha a punição pela troca de um dos componentes do motor. O piloto da Mercedes rapidamente foi escalando o pelotão até ficar em uma posição na pista que permitiu ele duelar com Max Verstappen. Valtteri Bottas por outro lado, mesmo começando a corrida com os pneus médios, não fez uma boa largada e perdeu a liderança da corrida para a dupla da Red Bull.

Grande parte do grid trabalhou com a estratégia de duas paradas, mas a dupla da Alpine conseguiu concluir a corrida fazendo apenas uma parada, começando com os pneus médios e fazendo um stint logo com os pneus duros. Daniel Ricciardo poderia ter tentado concluir a prova com uma parada, mas abandonou a prova antes do seu encerramento. Pérez fez três paradas, mas a última foi intencionalmente para roubar o ponto da volta mais rápida de Lewis Hamilton. Schumacher concluiu a corrida fazendo uma terceira parada.

Se na corrida Sprint não tem paradas, a prova principal continua necessitando da troca de pneus.

No início da corrida principal tivemos a entrada do Safety Car, depois a ativação de dois Safety Car virtual – em um momento até apostaram que os pilotos partiriam apenas para uma parada, mas com o desgaste dos pneus e com os carros deslizando mais do que deveriam, muitas equipes fizeram as suas paradas.

Estratégias de Pneus adotadas pelos times em Interlagos – Foto: reprodução Pirelli

Duro (C2 – faixa branca): foi o pneu escolhido para ser usado depois dos pilotos começarem a corrida com os compostos médios. Mas para dar conta do stint longo, algumas equipes deram preferência para trocar os pneus duros, por outros pneus duros, aproveitando a sua durabilidade. Estes compostos eram mais macios do que os usados em 2019, dando uma dinâmica diferente para a corrida.

Mesmo com as altas temperaturas do domingo, ele teve um bom comportamento, deixando os carros velozes e com capacidade de atacar os oponentes. Foi o pneu chave para a vitória de Hamilton, após a sua segunda parada o inglês conseguiu atacar ainda mais Verstappen e fazer a ultrapassagem para liderar a prova.

Médios (C3 – faixa amarela): escolhidos por 19 pilotos do pelotão para a largada. O Safety Car ajudou os times a esticarem a sua permanência na pista. Os médios foram bons para trabalhar nas primeiras voltas da corrida, afinal, conseguiam lidar melhor com a degradação do que os pneus macios.

Macios (C4 – faixa vermelha): usado por Tsunoda na largada, mas o piloto não teve nem tempo para fazer uma avaliação deles, pois parou no quarto giro depois que teve a asa quebrada. Pérez usou o pneu para ficar com a volta rápida da corrida e roubar o ponto extra da Mercedes.

Está foi a última Sprint do ano. O formato pode sofrer alterações para retornar na próxima temporada.

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Debora Almeida

Meus olhos brilharam quando eu vi o estilo de pilotagem do Vettel ele despertou o meu interesse pelo esporte e cada vez mais eu queria entender sobre o assunto. Hoje gosto de tirar fotos e escrever textos!

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