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Quem são as equipes e pilotos da 8ª temporada da Fórmula E

Em 2022 vamos ver onze equipes e 22 pilotos se enfrentando para conquistar o título da 8ª temporada da Fórmula E

A 8ª temporada da Fórmula E está para começar, uma rodada dupla será disputada em Diriyah entre os dias 28 e 29 de fevereiro. Este será o último ano do Gen 2, pois na próxima temporada a Fórmula E entra em sua nova era, introduzindo o Gen 3.

A categoria elétrica terá em seu calendário dezesseis etapas, mas alguns países vão receber rodadas duplas. Ainda estamos passando pela pandemia de Covid-19 e com o aumento dos casos pelo mundo todo, as categorias seguem acompanhando o curso da pandemia.

Neste ano a Fórmula E conta com 22 pilotos e onze equipes, até a temporada passada a BMW e a Audi estavam no grid. Com a saída da BMW, o time se transformou na Avalnche Andretti Fórmula E, enquanto a saída da Audi reduziu o grid.

O Brasil será representado mais uma vez por Sérgio Sette Câmara que corre pela Dragon, enquanto Lucas di Grassi agora defenderá a Venturi.

Vamos aos times e pilotos que vocês vão acompanhar na 8ª temporada da Fórmula E

Avalanche Andretti

Jake Dennis e Oliver Askew são a dupla da Andretti para a temporada 2021/22 – Foto: reprodução

A equipe é formada por Jake Dennis e Oliver Askew. Dennis entrou na Fórmula E na temporada de 2020, defendendo a BMW i Andretti, o piloto segue com o time por mais uma temporada, mesmo após a equipe mudar de nome. Oliver Askew por outro lado vai realizar a sua estreia na categoria elétrica, o piloto competiu na Indy com a Arrow McLaren, substituindo James Hinchcliff.

Askew precisa se adaptar rapidamente a categoria para não ser um daqueles pilotos que some no grid e engolido pelos outros competidores.

No campeonato de equipes, a BMW ficou com a sexta posição, conquistando 157 pontos ao final da temporada. Fecharam o ano com três vitórias, mas também sofreram com uma série de abandonos na temporada.

Dragon / Penske Autosport

Antonio Giovinazzi é a novidade no time da Dragon, o italiano será companheiro de Sérgio Sette Câmara – Foto: reprodução Dragon

A Dragon contará pela terceira temporada com o brasileiro Sérgio Sette Câmara, sua estreia se deu em 2019/20 quando participou do festival de Berlim. Desde então Câmara está envolvido com o processo de desenvolvimento do time, tentando auxiliar a Dragon para se tornar uma equipe maior.

Permanecer com a Dragon significa dar continuidade ao projeto, mas enfrentar um grande desafio, Câmara está bem otimista com a temporada 2021/22 e com o que a equipe pode fazer.

Antonio Giovinazzi será companheiro do brasileiro. Após não ter o contrato renovado com a Alfa Romeo e ficar sem vaga na Fórmula 1, o piloto italiano está chegando para fazer parte do grid elétrico. A categoria já recebeu Giovinazzi com os braços abertos, estão felizes por contar com o piloto que está vindo da F1, assim como a sua experiência.

Será um ano de adaptação para o italiano, mas ele conseguiu participar dos testes de pré-temporada e ficou focado no simulador para apreender mais sobre o carro e compreender o sistema de recuperação de energia, antes do início da 8ª temporada.

A pintura do carro que será usada por Câmara e Giovinazzi nesta temporada – Foto: reprodução Fórmula E

A Dragon precisa superar os problemas do ano passado, a equipe conseguiu alguns resultados interessantes, mas os pilotos também tiveram que lidar com picos de energia que provocaram punições.

DS Techeetah

A DS Techeetah aposta mais uma vez em uma formaçao vencedora e segura, a dupla formada por Jean-Éric Vergne e Antonio Félix da Costa – Foto: reprodução DS Techeetah

O time segue com Antonio Félix da Costa e Jean-Éric Vergne, pilotos que vão fazer o terceiro campeonato juntos. A Techeetah tem uma história de sucesso na Fórmula E, onde Vergne emplacou dois campeonatos seguidos na temporada 2017/18 e 2018/19, enquanto Da Costa foi o campeão da temporada 2019/20. A hegemonia do time só foi quebrada em 2020/21 quando a Mercedes conquistou o campeonato com Nyck de Vries.

Vergne entrou na Fórmula E na temporada de 2014/15, correndo pela Andretti. Na temporada seguinte ele estava com a DS Virgin Racing, foi apenas em 2016/17 que ele começou a sua história com a Techeetah, conquistando o seu primeiro título com o time em 2017/18. O piloto francês é o único bicampeão da categoria até agora.

Da Costa chegou à Fórmula E no mesmo ano que o seu companheiro de equipe, pilotando pela Team Aguri por dois anos. O português começou a defender a Andretti no campeonato de 2018/19, time que ele também fez duas temporadas. Para a temporada 2019/20 ele assinou com a DS Techeetah, conquistando o seu título no ano de estreia com o time. Da Costa é um piloto versátil e assim como Bird participa de outras competições enquanto corre na Fórmula E.

A DS Techeetah teve um ano competitivo, conquistando duas vitórias e cinco pódios, mas em decorrência de um campeonato muito disputado, fecharam o ano somando 177 pontos.

Envision Racing

Nick Cassidy e Robin Frijns permanecem como companheiros de equipe em 2022 – Foto: reprodução Envision Racing

A Envision Racing mudou o seu nome para disputar este ano, até a temporada passada o time era conhecido como Envision Virgin Racing. A dupla formada em 2020/21 permanece, portanto Robin Frijns estará pela quarta temporada com o time, enquanto Nick Cassidy que realizou a sua estreia em 2020/21, terá a oportunidade de permanecer com o time por mais um ano.

Eles encerraram temporada anterior ocupando a quinta posição do campeonato, somando 165 pontos, ficando empatados com a Audi que também conquistou os mesmos 165 pontos. Frijns também ficou com o quinto lugar no campeonato de pilotos, sendo responsável pela conquista de 89 pontos do time. Com a pouca diferença de pontos entre os competidores, diante de um campeonato disputadissimo, Cassidy terminou a temporada na décima quinta posição, somando 76 pontos, o piloto foi ao pódio na segunda corrida do México e na segunda prova disputada em Nova York.

A dupla parece funcionar bem junto, algo que acaba provocando muito otimismo, além de elevar a confiança para a conquista de mais pontos.

Jaguar TCS Racing

Mitch Evans e Sam Bird seguem como companheiros de equipe nesta 8ª temporada da Fórmula E – Foto: reprodução Jaguar

A Jaguar está indo para a 6ª temporada na Fórmula E, o time conta com Mitch Evans desde 2016/17 e nestes últimos anos trocou apenas os companheiros de equipe do neozelandês. Para disputar o campeonato de 2020/21, contratou Sam Bird, portanto está será a segunda temporada do inglês com a equipe.

Durante os outros campeonatos, a Jaguar aproveitava essa competitividade da Fórmula E para beliscar alguns pódios e vitórias, mas era considerada uma equipe de meio de pelotão. Na temporada de 2021 a dupla disputou até mesmo o campeonato, a Jaguar conquistou a segunda posição dos construtores somando 177 pontos ao final.

LEIA MAIS: Jaguar estabelece contrato de múltiplos anos com Sam Bird

Evans se adequou a categoria elétrica depois de fazer quatro anos de GP2, com a Jaguar viu a oportunidade de construir uma carreira. Na temporada passada superou Sam Bird, ocupando a 4ª posição do campeonato de pilotos somando 90 pontos, enquanto Bird lidou com uma porção de abandonos ao final da temporada e teve que se contentar com o 6º lugar e 87 pontos, empatado com o brasileiro Lucas di Grassi.

A pintura dos carros que serão usados por Evans e Bird – Foto: reprodução Fórmula E

Antes mesmo do início da temporada, a Jaguar já mostra que quer trabalhar com segurança neste ano, mas já pensa em seu futuro. Bird renovou o seu contrato com a equipe, assinando um contrato de “múltiplos anos”. O inglês é o piloto que nutre um carinho do público, Bird já esteve muito próximo de ser campeão, mas algo sempre acontece e por ser uma categoria muito disputada, ele não chega em seu objetivo. Nestes anos na Fórmula E ele conquistou 11 vitórias, 6 poles e 22 pódios.

Mahindra Racing

A dupla formada por Oliver Rowland e Alexander Sims que vai competir a temporada 2022 representando a Mahindra – Foto: reprodução Mahindra

A equipe indiana é uma figurinha carimbada no grid da Fórmula E, o time está no grid desde que a primeira temporada da categoria elétrica. A dupla formada por Alexander Sims e Alex Lynn em 2020/21 sofreu uma alteração, após duas temporadas com o time, Lynn deixou a equipe, desta forma Oliver Rowland saiu da Nissan e.dams para se juntar à Mahindra.

Em todas as temporadas que disputou, o melhor ano da Mahindra foi a temporada 2016/17 onde obteve a terceira posição do campeonato, a dupla era formada por Felix Rosenqvist e Nick Heidfeld. Atualmente é uma equipe de meio para final de pelotão, nas últimas duas temporadas terminaram o ano na 9ª posição do campeonato.

Rowland colocou o companheiro de equipe de escanteio e ainda conseguiu se sobressair, já que Sébastien Buemi ficou marcado por vários erros, metido em diversas confusões. Acredita-se que Rowland será um piloto que vai mais uma vez se destacar na equipe, roubando todos os holofotes para ele.

Alexander Sims não costuma ser um piloto que aparece muito, ele conta com apenas uma vitória, uma pole e três pódios, infelizmente é fácil ele passar por uma temporada sem ser notado.

Mercedes-EQ Fórmula E Team

Os atuais campeões da categoria, seguem com uma formação confiável para 2022 – Foto: reprodução Mercedes

A Mercedes está de saída do campeonato, está será a última temporada do time que começou a sua jornada elétrica na temporada de 2019/20 e já conquistou o seu primeiro campeonato no segundo ano. Eles também estão de uma outra forma no campeonato, pois fornecem o trem de força usado pela Venturi.

A formação de pilotos foi mantida pelo terceiro ano, portanto eles seguem com o atual campeão Nyck de Vries e seu companheiro Stoffel Vandoorne. O time também se consolidou na primeira posição no campeonato de construtores, somando 181 pontos ao final da temporada, por consequência, derrotaram a Jaguar.

O destaque desta dupla é que eles realmente casaram com o campeonato elétrico, mas também funcionam muito bem juntos. Vandoorne em alguns momentos é um pouco azarado, mas de qualquer forma, mostra que tem talento e velocidade.

Após De Vries conquistar o seu primeiro campeonato, é esperado que o piloto comece a temporada forte, conseguindo entregar resultados, demonstrando muita velocidade e consistência. Vandoorne precisa de um pouco mais de sorte, quando consegue emplacar boas sessões, tem um resultado positivo ao final da etapa, mas em alguns momentos se deparara com circunstâncias que comprometem o seu resultado.

O novo tipo de classificação pode mexer algumas peças, mas talvez ser favorável para o equipamento da Mercedes e os seus pilotos.

NIO 333 FE Team

Dan Ticktum formará dupla com o experiente Oliver Tarvey – Foto: reprodução NIO 333

A NIO 333 também é um time que está desde o início da Fórmula E, mesmo fazendo a sua passagem pela categoria com outros nomes. Infelizmente a equipe atualmente pertence ao final do pelotão. Com o esquema antigo de classificação, ainda beliscavam algumas posições melhores para o início da corrida, mas era difícil se manter, lutando contra equipes com equipamentos mais fortes.

Oliver Turvey está desde o início com o time, acaba tendo algum destaque na temporada, pois se esforça ao máximo para estar na zona de pontuação. A sua persistência é bem avaliada, mas também um ponto atrativo para a sua permanência na equipe.

Dan Ticktum é o estreante, o piloto vai fazer a sua primeira temporada na Fórmula E após encerrar o seu ciclo na Fórmula 2. É possível avaliar Ticktum como um piloto rápido, ele consegue fazer uma leitura rápida da pista, um ponto que auxilia o piloto no ganho de posições, mas estará em um ano de adaptação. E mesmo sendo uma temporada onde Ticktum terá que lidar com muita coisa nova, isso não parece ser um fator que limitará suas conquistas ou o seu crescimento no campeonato.

Nissan e.Dams

Maximiliam Güenter está chegando na Nissan e será companheiro de Sébastien Buemi em 2022 – Foto: reprodução Nissan

Com a saída da BMW i Andretti e a chegada de Oliver Askew, Maximilian Günther ficou sem assento na equipe, mas encontrou na Nissan a oportunidade de permanecer no grid da Fórmula E. O time francês também é conhecido da categoria elétrica, estando desde o começo no grid da competição, conhecida até 2017/18 por Renault, mas depois assumiu o nome de Nissan na temporada 2018/19.

Uma equipe com histórico vencedor, emplacou três campeonatos seguidos nos primeiros anos, eles estão acostumados a contar com vitórias e pódios. Podemos dizer que o campeonato de 2020/21 foi um ponto fora da curva onde Oliver Rowland e Sébastien Buemi colocaram a equipe apenas na 10ª posição, onde juntos somaram 97 pontos.

Günther pode ser um bom substituto para Rowland, em seu primeiro ano com a BMW, logo emplacou duas vitórias e foi quatro vezes neste período ao pódio. Buemi é um piloto que se encaixou na Fórmula E, mas deslizou feio no último ano, lidando com abandonos e uma sequência de provas fora dos pontos, sem contar com as duas desclassificações que o time precisou lidar na temporada.

Entretanto, a queda apresentada não é do feitio do time, portanto a formação Günther e Buemi pode ser uma combinação boa para alavancar a equipe e levá-los mais uma vez para as primeiras posições no pódio.

ROKiT Venturi Racing

Lucas di Grassi foi escolhido para ser companheiro de Mortara, após deixar a Audi – Foto: reprodução Venturi

Alguns times estão realmente desde o início do campeonato elétrico, como é o caso da Venturi, entretanto, o time contou com diversas duplas nestes últimos anos. Edoardo Mortara se juntou à equipe na temporada de 2018/19, disputando dois campeonatos ao lado do brasileiro Felipe Massa, enquanto na temporada 2020/21, o francês Norman Nato foi companheiro do piloto suíço.

LEIA MAIS: Edoardo Mortara lidera último dia de testes da Fórmula E em Valência

A Venturi é um time de meio de pelotão, mas assim como outros times que também fazem parte desta área do grid, em alguns momentos eles conseguem conquistar pódios. No ano passado Edoardo Mortara disputou o campeonato, terminando a temporada na segunda posição conquistando 92 pontos, contra os 99 pontos obtidos por De Vries. O suíço obteve uma vitória durante a segunda corrida em Puebla, no México, mas também emplacou quatro pódios nesta temporada.

Embora Norman Nato tenha demorado um pouco mais para engrenar nos pontos, o francês encerrou a temporada com vitória, pois cruzou a linha de chegada da última corrida na primeira posição.  Como Nato não teve o seu contrato renovado com a equipe, Lucas di Grassi chegou para formar a dupla com Mortara.

Os carros que serão usados por Di Grassi e Mortara na temporada 2022 da Fórmula E – Foto: reprodução Venturi

O campeão da temporada 2016/17 da Fórmula E, encerrou o ciclo com a Audi, após o time informar que estava deixando a categoria ao final da 7ª temporada. Di Grassi mostra ano após ano que casou com o campeonato elétrico, o piloto ainda é muito competitivo e consegue travar boas disputas. Em 2020/21 ele também disputou o título, conquistando duas vitórias, além de somar 87 pontos, o que lhe rendeu um sétimo lugar.

Acredita-se que é uma das equipes mais equilibradas do grid, onde os dois pilotos têm a chance de alavancar os resultados da Venturi. Na temporada passa do time encerrou o ano no 7º lugar, conquistando 146 pontos, mas tem potencial para ganhar terreno no grid do próximo ano, ainda mais no último ano do Gen 2.

TAG Heuer Porsche Fórmula E Team

Lotterer e Wehrlein permanecem como companheiros de equipe por mais uma temporada – Foto: reprodução Fórmula E

A Porsche está indo para a terceira temporada na Fórmula E, assim como André Lotterer. Nos dois anos de atividade o time figurou apenas na oitava posição. É uma equipe que desperta muitas expectativas, mas acaba lidando ao longo do ano com altos e baixos.

André Lotterer teve um ano bem complicado, em meio a abandono e várias corridas fora da zona de pontuação, além de se envolver em confusões. Apesar de ser um piloto que participa de outras competições e tem bons resultados, o ciclo de Lotterer na Fórmula E parece que está próximo do seu encerramento.

Pascar Wehrlein é um piloto muito rápido, poderia até obter resultados melhores, mas assim como Vandoorne parece viver uma onda de azar, algo que acaba gerando punições e comprometendo os seus resultados na corrida.

A pintura dos carros da Porsche para a temporada 2022 da Fórmula E – Foto: reprodução Porsche

A cada nova temporada é esperado uma entrega melhor da Porsche, por ser uma grande marca, vemos que ela tem um bom piloto como Wehrlein, mas precisava aperfeiçoar o seu equipamento.

 

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Debora Almeida

Meus olhos brilharam quando eu vi o estilo de pilotagem do Vettel ele despertou o meu interesse pelo esporte e cada vez mais eu queria entender sobre o assunto. Hoje gosto de tirar fotos e escrever textos!

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