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Pirelli adota a gama intermediária para o retorno do GP do México

Para uma pista veloz, mas com vários dilemas por conta da aerodinâmica, Pirelli aposta no uso dos pneus intermediários da sua gama, para fornecer o melhor desempenho

Nesta fase final do campeonato, a Fórmula 1 está retornando aos países que não conseguiu visitar em 2020 por conta da pandemia. O México é a cabeça do início de uma rodada tripla, depois o Brasil receberá a sua corrida, a última prova desta sequência ocorre no Catar.

O México retornou ao calendário da F1 em 2015, prova que foi marcada pela vitória de Nico Rosberg. Outra coisa que devemos ficar atentos é justamente com o desempenho das equipes, a Mercedes conta com três vitórias lá, mas a Red Bull venceu outros dois eventos com Max Verstappen. Curioso? Bom, neste ano é justamente está disputa que estamos presenciando no campeonato.

Os Pneus da Rodada

A seleção de pneus para o GP do México em 2021 – Foto: reprodução Pirelli

O Autódromo Hermanos Rodriguez tem o seu formato muito comparado ao circuito de Monza, na Itália, mas também ao traçado do Azerbaijão. Ele entra na lista dos traçados mais velozes da temporada.

Assim como a prova que foi realizada em 2019, a Pirelli está apostando na mesma configuração dos pneus para a prova que será disputada em 2021, portanto os pilotos vão trabalhar com: C2 (Duro – Faixa Branca), C3 (Médio – Faixa Amarela) e C4 (Macio – Faixa Vermelha).

Em 2018 após usar o pneu C5, a Pirelli notou que o nível de abrasividade prejudicava muito o desempenho deste composto, portanto passaram a adotar os pneus intermediários da gama e mais resistentes. Ainda é importante lembrar, que os pneus usados neste ano, são ainda mais reforçados do que os usados em 2018 e 2019, afinal, para que eles resistissem as atualizações dos carros deste ano, a fornecedora de pneus precisou reforçar os compostos. Em 2022 os carros vão usar os pneus de aro 18.

Os compostos utilizados no México, são os mesmos adotados para o GP dos Estados Unidos, prova que foi realizada há duas semanas. É um circuito complicado para que os engenheiros encontrem o acerto ideal para o carro, principalmente por conta da pressão aerodinâmica. A reta é uma parte bem importante do circuito, fazendo parte de um setor bem rápido, que antecede o trecho sinuoso da pista.

É um circuito tradicional na história do automobilismo e da Fórmula 1, mas ao longo dos anos sofreu modificações e foi atualizado. Para que a categoria retornasse para o México, o arquiteto Herman Tilke realizou algumas atualizações no traçado, adequando-o para as necessidades da categoria.

O Autódromo Hermanos Rodriguez está localizado a 2.240 metros do nível do mar, desta forma o ar é muito rarefeito. As equipes sofrem um impacto direto em seus carros, embora eles trabalhem com altos níveis de downforce, a eficiência e a tentativa de gerar aderência nas curvas não surte o efeito desejado, fazendo os carros até mesmo perder estabilidade e rodar.

Em 2019, a estratégia vencedora foi a de apenas uma parada, fazendo um longo stint com os pneus duros. Charles Leclerc que foi o 4º colocado daquela prova, trabalhou com a estratégia de duas paradas, largando com os médios, colocando um outro conjunto de pneus médios e terminando a corrida com os pneus duros. Na temporada de 2018 com os pneus mais macios da gama, foram necessárias duas paradas.

Sem muita atividade nos últimos anos, os pilotos vão se deparar com uma pista praticamente verde e escorregadia, mas com a evolução ocorrendo rapidamente. Nesta época do ano, é muito comum a Cidade do México lidar com pancadas de chuva, portanto, é algo que pode afetar o trabalho dos pneus.

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Debora Almeida

Meus olhos brilharam quando eu vi o estilo de pilotagem do Vettel ele despertou o meu interesse pelo esporte e cada vez mais eu queria entender sobre o assunto. Hoje gosto de tirar fotos e escrever textos!

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