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O desempenho dos pneus no GP da Toscana

Estratégias várias como resposta as duas paralisações que ocorreram durante a corrida. Um novo fim de semana agitado na Itália

O GP da Toscana foi bem emocionante e não faltou ação na pista. Duas bandeiras vermelhas alteraram as coisas na pista e foram quase três corridas em uma, pois com os reinícios, os pilotos estavam praticamente zerados.

Os pneus entraram na preocupação pré-início das atividades, pois por conta do asfalto abrasivo de Mugello e as altas temperaturas, poderiam possibilitar uma cena como a vista no GP da Inglaterra. Mas as bandeiras vermelhas, auxiliariam aqueles pilotos que optaram por trocar os compostos, além disso várias equipes não descartaram a possibilidade de um pit-stop próximo a volta 30.

Confira: Raio-X do GP da Inglaterra

A estratégia adotada pela Mercedes garantiu uma folga durante a prova e vimos Lewis Hamilton e Valtteri Bottas na liderança da corrida, o time trabalhou com os mesmos compostos para os dois pilotos.

O finlandês chegou a pedir uma estratégia diferente da escolhida para o companheiro de equipe a ser adotada para a reta final da prova, mas a Mercedes instalou os pneus duros, fez cerca de duas voltas com os pneus médios antes da paralisação provocada por Lance Stroll, a dupla retornou com os pneus macios para as últimas voltas.

Alexander Albon conquistou o seu primeiro pódio, o piloto que largou da quarta posição estava com os pneus macios, fez um stint para os compostos médios e terminou a prova com os macios. 

As estratégias de cada piloto no GP da Toscana - Foto: Pirelli Motorsport
As estratégias de cada piloto no GP da Toscana – Foto: Pirelli Motorsport

O desempenho de cada composto

C1 – Duro: Sete equipes utilizaram os pneus duros, principalmente por ser um composto que dura bastante e poderia ser o ideal para encerrar a prova, mas com a entrada do Safety Car, antes da paralisação, várias equipes abandonaram a utilização do composto.

C2 – Médio: Apenas Kvyat e Raikkonen que terminaram a prova entre os dez, largaram com este tipo de pneu. Mas foi um pneu utilizado pela Mercedes, assim como por aqueles pilotos que não instaram os duros próximo da rodada de pit-stop.

C3 – Macio: Foi o composto da largada para aqueles que se classificaram entre os dez, mas também o composto que todos os times apostaram após a segunda paralisação.

Confira: Raio-X do GP da Toscana

Nas palavras de Mario Isola, chefe da Pirelli na F1 sobre o GP da Toscana: O primeiro Grande Prêmio de Mugello será lembrado por muito tempo, com três largadas e o mesmo número de safety cars, todos os pneus usados ​​em uma ação emocionante do início ao fim. Numa pista extremamente exigente com os pneus, realizada em condições quentes, a Mercedes dominou do início ao fim, mas as estratégias foram claramente influenciadas pela extraordinária virada provocada dos acontecimentos.”

“O alto número de acidentes também deixou muitos detritos de fibra de carbono na pista. Gerenciar as reinicializações foi fundamental, assim como cuidar dos pneus durante uma tarde muito longa. Todos os pilotos fizeram um trabalho fantástico sob imensa pressão, proporcionando um espetáculo eletrizante imprevisível na Itália pelo segundo fim de semana consecutivo.”

As melhores voltas de cada pneu utilizado na rodada

A melhor volta com cada composto - Foto: Pirelli Motorsport
A melhor volta com cada composto – Foto: Pirelli Motorsport

Confira o podcast sobre o GP da Toscana

 

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Debora Almeida

Meus olhos brilharam quando eu vi o estilo de pilotagem do Vettel ele despertou o meu interesse pelo esporte e cada vez mais eu queria entender sobre o assunto. Hoje gosto de tirar fotos e escrever textos!

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