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Metade da Temporada – Duelar pela 5ª posição do Campeonato de Construtores

As equipes Alpine, AlphaTauri e Aston Martin estão tentando resolver com quem ficará a 5ª posição do Campeonato de Construtores

Uma batalha se estabeleceu pela quinta posição do Campeonato de Construtores, travada entre Alpine, AlphaTauri e Aston Martin. A proximidade entre elas é algo que se estabeleceu desde as duas primeiras corridas do campeonato, mas o GP da Hungria é um ponto que provocou mudanças trocando a ordem entre elas. E quem não foi afetado pela prova no Hungaroring?

Um ponto importante é dizer que todas elas têm defeitos e qualidades, desta forma acabam marcando um equilíbrio pois eles se equivalem. Os três times contam com um ‘novo’ piloto neste ano, desta forma eles tiveram que lidar com um período de adaptação, algo que Aston Martin e Alpine conseguiram resolver mais rápidamente, já que contam com pilotos que tem mais experiência.

Neste texto vou comentar um pouco sobre o dilema destes times durante está primeira metade da temporada, além dos pilotos que fazem parte deles.

Alpine

Além de ser a atual quinta colocada do campeonato, as coisas também estão equilibradas dentro da Alpine – Foto: reprodução Alpine

 

77 pontos
Fernando Alonso 38 x 39 Esteban Ocon
Classificação
Fernando Alonso 6 x 5 Esteban Ocon
Corrida
Fernando Alonso 5 x 6 Esteban Ocon

A Alpine começou a temporada com problemas e aspecto do carro já denunciava isso. O A521 fugia um pouco da estética dos carros dos seus rivais, durante a pré-temporada foi um ponto que acabou chamando muito a atenção. Além disso, eles tiveram que contornar um problema que teve a sua origem no túnel de vento, desta forma a Alpine começou a temporada um passo atrás das rivais e se distânciou da McLaren. O início foi focado em arrumar uma solução, enquanto outros times podiam continuar o seu desenvolvimento.

As classificações foram um pouco mais inconstantes, mas nas corridas apenas no GP do Bahrein os dois carros ficaram fora da zona de pontuação. A vitória de Esteban Ocon – na Hungria -, mas também o quarto lugar de Fernando Alonso na mesma prova, fez a equipe assumir a quinta posição do campeonato de construtores, somando 77 pontos, conseguindo superar AlphaTauri e Aston Martin.

Mesmo diante dos problemas iniciais com o carro, a Alpine conseguiu contornar as falhas, mas também contou com os problemas da Aston Martin e da AlphaTauri para ainda se manter perto. Nesta questão é preciso lembrar que eles oscilaram entre a quinta e sétima posição do campeonato de construtores. O quinto lugar não está assegurado neste momento, mas já é ponto positivo para o time dar continuidade no restante da temporada.

Eles apresentaram uma queda da temporada 2020, para a 2021, já que a Alpine não está mais batalhando pela terceira posição do Campeonato de Construtores como foi no ano anterior.

Fernando Alonso retornou para a Fórmula 1 ajudando a Alpine na sua fase de reconstrução, já que a equipe abandonou o nome Renault e realizou algumas mudanças internas. O espanhol passou por um período de adaptação, até se tornar mais regular no campeonato. Também foi importante quando Esteban Ocon ‘apresentou uma queda’, pois continuou trazendo pontos para a equipe.

LEIA MAIS: Funções compartilhadas, Alpine decide que não terá um chefe de equipe

Vale ressaltar que Alonso está muito mais calmo, contribuindo com o time e pensando no coletivo. No GP da Hungria, a vitória de Ocon também teve uma participação de Alonso pois o piloto espanhol segurou Lewis Hamilton, evitando o avanço do inglês para que ele não desafiasse o atual líder da prova.

Ocon também apresentou um amadurecimento, se tornando um piloto mais expressivo durante este ano. A disputa interna entre o francês e o espanhol está bem equilibrada, mesmo com os problemas apresentados por Ocon depois que renovou o contrato com a Alpine.

Durante a primeira metade da temporada a Alpine também precisou realizar a troca do chassi de Esteban Ocon. A prova que deu certo, foi justamente a conquista da sua primeira vitória no GP da Hungria. Diferente do que era esperado, Alonso e Ocon estão bem próximos, separados por apenas um ponto.

AlphaTauri

Pierre Gasly é o responsável pela maior parte dos pontos conquistados pela AlphaTauri – Foto: reprodução AlphaTauri

 

68 pontos
Pierre Gasly 50 x 18 Yuki Tsunoda
Classificação
Pierre Gasly 11 x 0 Yuki Tsunoda
Corrida
Pierre Gasly 8 x 3 Yuki Tsunoda

A AlphaTauri foi uma das equipes que acabou realizando uma mudança importante na parte frontal do seu carro, se valendo da utilização dos tokens de desenvolvimento para arrumar o bico e a suspensão dianteira externa. A performance do carro melhorou, mas a sensação que fica nesta altura do campeonato é que a equipe poderia ter feito mais.

O carro é rápido, eles já provaram isso de diversas formas, a unidade de potência atualizada da Honda também ajudou a dar uma boa performance para o time. Mas a falha que eles enfrentaram está ligada principalmente aos problemas de estratégias. Por realizar escolhas ruins durante as provas, a AlphaTauri perdeu pontos importantes ao longo do ano.

Somando isso, a difícil adaptação de Yuki Tsunoda também acaba provocando uma perda substancial para o time que é um iniciante na categoria. Se o piloto japonês enfrenta algum problema durante os treinos livres, o seu desempenho na classificação acaba caindo e na corrida ele também enfrenta dificuldades.

Franz Tost, chefe de equipe da AlphaTauri precisou mover Tsunoda para mais perto da fábrica, forçando-o passar por treinos mais intensos, buscando um aperfeiçoamento das suas técnicas. Tsunoda é rápido e a equipe pretende permanecer com ele, sendo um estreante era esperado algumas falhas, mas elas estão custando pontos.

Pierre Gasly é o responsável por 50 dos 68 pontos conquistados pelo time. O francês é uma peça-chave para a temporada da AlphaTauri, conquistando pontos, mostrando a velocidade do time e habilidade. Foi prejudicado ao longo desta primeira metade da temporada por conta das estratégias, mas está confirmando corrida após corrida que ele é um piloto essencial para o time. Tost também deseja manter Gasly na equipe, sabendo que no próximo ano eles podem ter uma atuação melhor, já que contam com pilotos fortes.

Aston Martin

Sebastian Vettel poderia ter dois pódios, se não fosse a desclassificação na Hungria – Foto: reprodução Aston Martin

48 pontos
Sebastian Vettel 30 x 18 Lance Stroll
Classificação
Sebastian Vettel 7 x 4 Lance Stroll
Corrida
Sebastian Vettel 5 x 6 Lance Stroll

A Aston Martin começou a temporada com questões semelhantes as da Mercedes, por conta das adaptações realizadas para o regulamento desta temporada e os pneus mais reforçados, a equipe acabou perdendo um pouco de desempenho. O início inconstante tanto em classificação, quanto em corrida acabou limitando os resultados da equipe.

O time poderia estar mais bem posicionado no campeonato se contasse com dois pódios de Sebastian Vettel, mas a desclassificação no GP da Hungria fez a equipe perder 18 pontos. Quando comparado com a temporada anterior, quando a Aston Martin ainda era Racing Point e eles sofreram um golpe ‘parecido’, já que perderam 15 pontos por conta daquela punição ao usar os dutos de freio da Mercedes.

A perda do segundo lugar de Vettel na Hungria, a Aston Martin fecha a primeira metade da temporada na quinta posição do campeonato, depois de passar um tempo no sexto lugar. O time também se enquadra na queda de performance já que nesta temporada não está batalhando com a McLaren pelo terceiro lugar dos Construtores.

Sebastian Vettel passou por um período de adaptação, mas também tem provado que pode se aproveitar de circunstâncias para conquistar pontos, assim como o segundo lugar obtido no Azerbaijão. O alemão se esforça para estar nos pontos, trouxe uma forma diferente para a equipe trabalhar e está ajudando no aperfeiçoamento do time.

Lance Stroll também está em constante crescimento, era natural ser superado por Vettel neste campeonato, pois o alemão é um tetracampeão. O canadense também aprendeu muito com o companheiro de equipe e segurou a Aston Martin nos pontos, enquanto Vettel estava passando pela adaptação. Por vezes se mostrou rápido na classificação, levando o carro da equipe para o Q3. A única falha de Stroll foi a batida dele com Charles Leclerc na Hungria, que acabou rendendo uma punição para o GP da Bélgica.

Um ponto que é necessário ser abordado, é que a Aston Martin também teve que aprender a lidar com o seu carro, trabalhando estratégias diferentes e nem sempre sendo muito vantajoso avançar para o Q3 na classificação, pois trabalhar com uma estratégia de pneus ajudou a equipe a obter pontos e avançar no grid, já que podiam começar com pneus diferentes dos seus rivais.

Destaque positivo para Vettel e Stroll que conseguem trabalhar com a conservação dos compostos.

LEIA MAIS: Metade da temporada – O duelo do Fim do Grid

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Debora Almeida

Meus olhos brilharam quando eu vi o estilo de pilotagem do Vettel ele despertou o meu interesse pelo esporte e cada vez mais eu queria entender sobre o assunto. Hoje gosto de tirar fotos e escrever textos!

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