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GP do Bahrein – Um duelo de estratégias com os pneus

O GP do Bahrein ficou marcado pela disputa entre Verstappen e Hamilton, pilotos que trabalharam com estratégias diferentes

Neste fim de semana a Pirelli estava celebrando os seu 400º Grande Prêmio, marca que foi celebrada no GP do Bahrein.

A corrida de abertura do campeonato teve batalhas intensas na pista, tanto no meio do pelotão, quanto ligado aos ponteiros. Max Verstappen e Lewis Hamilton se enfrentaram no circuito de Sakhir, mas também ocorreu um duelo estratégico envolvendo os pneus e a suas performances.

Os dois pilotos largaram com os pneus médios, o GP do Bahrein exige duas paradas por conta do asfalto abrasivo e o forte calor. Max Verstappen perdeu a liderança da prova em sua primeira parada, Lewis Hamilton foi para os boxes na volta 13, colocou os pneus duros e passou a exigir deles, trabalhando em voltas rápidas para ultrapassar o holandês quando ele fosse para os boxes.

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Como a Mercedes não estava conseguindo enfrentar Verstappen na pista, a ideia foi muito boa e a estratégia funcionou. Não podendo trabalhar da mesma forma que os rivais, a Red Bull apostou em um segundo conjunto de pneus médios. Lewis Hamilton parou de novo na volta 28, retornando com um jogo de pneus duros, Verstappen reassume a liderança e a briga continua. O holandês era obrigado a parar mais uma vez, pela necessidade de utilizar dois tipos de compostos na corrida – seguindo o regulamento.

Verstappen precisou descontar mais de 8 segundos que estavam separando-o de Hamilton, para o piloto que estava com pneus mais novos não foi difícil e a aproximação entre eles se deu na volta 51, quando o holandês estava separado por apenas 1s5. Hamilton tentou conservar os seus compostos pois sabia que teria um duelo pela frente e desta forma as últimas voltas da corrida foram extremamente acirradas.

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No decorrer do fim de semana as equipes lidaram com temperaturas mais altas do que no dia da corrida, mas tinham mais uma questão para prestar atenção, as fortes rajadas de vento que acabam desestabilizando os carros.

Para garantir uma posição melhor, os estrategistas trabalharam com uma variação de escolhas, que já começou na classificação, quando algumas equipes para avançar para o Q3 precisaram optar pelos pneus macios para obter um tempo melhor no Q2.

Foto: reprodução Pirelli

C2 – Duro: o pneu escolhido para o duelo entre Max Verstappen e Lewis Hamilton. Mercedes e AlphaTauri foram as únicas que trabalharam com dois conjuntos de pneus duros durante a prova.

C3 – Médio: escolhido por 11 pilotos para o início da prova, inclusive pelos três pilotos que foram para o pódio. Por conta da maior durabilidade que os macios, muitos times que têm um carro um pouco melhor acabam trabalhando com eles no Q2, para adiar a sua primeira parada nos boxes. Mas também foi um composto que muitos trabalharam com ele na fase intermediária da prova.

C4 – Macios: utilizado apenas na fase inicial da corrida, por pilotos que buscavam mais aderência para a largada.

Assim como já falamos em outros posts do BP, os pneus são uma parte muito importante da competição, já que os times precisam entender como cada carro e piloto trabalha com os tipos diferentes de compostos, estabelecendo assim as suas estratégias para conseguir uma melhor performance que o adversário.

A volta mais rápida de cada tipo de pneus

Foto: reprodução Pirelli
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Debora Almeida

Meus olhos brilharam quando eu vi o estilo de pilotagem do Vettel ele despertou o meu interesse pelo esporte e cada vez mais eu queria entender sobre o assunto. Hoje gosto de tirar fotos e escrever textos!

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