Giovinazzi fala sobre adaptação ao carro, testes e possibilidade de vencer na Fórmula E

Giovinazzi tenta se adaptar ao carro, aproveitando os testes de pré-temporada para se familiarizar com o novo equipamento

Os testes de pré-temporada também são importantes e essenciais para os pilotos que estão chegando à categoria. Mesmo aqueles que tem experiência em outros carros sentem certa dificuldade quando começam a guiar os carros elétricos. Na coletiva de imprensa que tivemos nesta terça-feira (30), durante o segundo dia de testes, Antonio Giovinazzi comentou um pouco sobre a sua experiência.

O piloto italiano está deixando a Fórmula 1 ao final da temporada para guiar pela Dragon na Fórmula E. Como parte da sua preparação, Giovinazzi está participando dos testes de pré-temporada, ele será companheiro do brasileiro Sergio Sette Câmara na 8ª temporada da categoria de carros elétricos.

A última vitória da Dragon ocorreu durante a temporada 2015/16 quando Jerôme d’Ambrosio venceu o ePrix do México. Na temporada 2020/21 Nico Müller abocanhou um pódio em Valência enquanto Câmara e Müller conseguiram um 4ª e 5º lugar em Diriyah.

Giovinazzi está vendo na Fórmula E uma oportunidade de chegar ao pódio, conquistar vitórias, pois a categoria tem essa característica de ser muito competitiva e dar oportunidade para os pilotos do grid. Ele sabe das dificuldades e do histórico da Dragon, mas é um projeto em evolução que pode surpreender ao longo do ano.

Em coletiva Giovinazzi falou um pouco sobre as dificuldades e apostas que está fazendo na categoria elétrica – Foto: reprodução Fórmula E

“Com certeza eles tiveram temporadas difíceis, mas na Fórmula E vemos vencedores diferentes, então você nunca sabe o que vai acontecer. Só descobri que perdi a vaga [da F1] em novembro e não era o ideal, mas gosto de poder lutar neste campeonato para me motivar e também trabalhar com uma equipe como o Dragon. Eles subiram ao pódio e foram muito bem há alguns anos”, disse o italiano.

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“Acho a Fórmula E diferente da F1, no sentido de que você sabe que vai a uma corrida que a Mercedes e a Red Bull vão ganhar a corrida. Você nunca sabe o que vai acontecer [na Fórmula E], então veremos, estamos trabalhando para isso e você nunca pode desistir”.

Giovinazzi vai concluir a temporada na Fórmula 1, mesmo participando dos testes de pré-temporada o italiano vai seguir para Jeddah e assumir o carro da Alfa Romeo durante este fim de semana.

Em Valência, Giovinazzi está em contato com o carro que guiará no próximo ano. O Gen2 será utilizado por mais uma temporada, antes da introdução do Gen3. O italiano realizou um teste ainda quando a categoria estava usando o Gen1, guiando em Marrakesh com a Envision Virgin em 2018, desde então ele fez três temporadas na Fórmula 1.

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“É uma categoria completamente diferente. Já pilotei vários carros, GT, LMP2, F1, e entrar nesse aqui, tudo parece tão diferente. Ontem eu estava um pouco confuso porque tinha muito a aprender, mas o problema inicial, para mim, foi com a frenagem, pois na F1 eu tenho mais downforce e posso ir no limite.”

“Aqui você não consegue isso. Logo, estou sofrendo um pouco, mas lembro quando pilotei o carro em 2018 pela primeira vez, e era a mesma coisa”, seguiu Giovinazzi.

Antonio Giovinazzi participou dos testes de Pré-Temporada da Fórmula E – Foto: reprodução Fórmula E

Na Fórmula E a categoria trabalha com o sistema de recuperação de energia, portanto as freadas são bem importantes, é o que auxilia o piloto no recarregamento da bateria depois de um período em aceleração.

Nesta temporada será ainda mais necessário saber gerenciar a bateria, pois as provas podem ser um pouco maiores do que estamos acostumados. Na 8ª temporada a categoria optou por tirar o débito de energia se ocorrer um período com Safety Car ou a Full Course Yeallow. 45 segundos serão adicionados por minuto em período que o Safety Car permanecer na pista ou a corrida estiver neutralizada.

“Ontem à tarde [durante a simulação de classificação] perdi algumas voltas, não foi o ideal. O mesmo aconteceu esta manhã e também vou perder o último dia pois preciso ir para a Arábia Saudita.”

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“Até a primeira corrida vou tentar dar o meu melhor e fazer muitas simulações, na volta à fábrica em dezembro e janeiro. Com certeza será uma parte difícil na temporada, mas vamos trabalhar muito e tentar estar em boa forma desde o início, o mais rápido possível”, completou Giovinazzi.

São uma série de coisas novas, além do próprio equipamento que difere do que muitos pilotos usaram antes de entrar na Fórmula E.

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