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“Desafiador”, Steiner fala sobre Grosjean e como foi trabalhar com o piloto da Haas nestes últimos anos

A dupla da Haas vai deixar a Fórmula 1 ao final da temporada, o time optou pela não renovação dos contratos e agora Steiner fala sobre os anos de trabalho com Grosjean

A Haas vai passar por uma mudança em 2021 já que optou por realizar a troca da dupla de pilotos. O time atualmente ocupa a nona posição do campeonato de construtores com apenas três pontos. Os pilotos são parte importante do time, eles vão para a pista buscando obter o melhor resultado com o equipamento que para eles foi fornecido. Guenther Steiner, chefe de equipe da Haas, falou um pouco sobre Romain Grosjean e como foi trabalhar com o piloto nestes últimos anos.

O francês está com a Haas desde o início da equipe, a sua primeira corrida com o time americano ocorreu na temporada de 2016, durante o GP da Austrália. O melhor ano da Haas foi em 2018 quando o time terminou no quinto lugar do campeonato de construtores, naquela época parecia que a equipe estava pronta para brigar com outros concorrentes, mas em 2019 e 2020, as temporadas se tornaram um grande desafio.

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Ninguém nega a experiência de Grosjean, ele foi uma peça-chave no início do time, ajudando no desenvolvimento e na busca por obter resultados satisfatórios. Mas o relacionamento é sempre uma via de mão dupla, eles já desfrutaram de bons momentos, mas existiu a baixa que foi complicada para as duas partes.

Guenther Steiner – Foto: Andy Hone / LAT Images

“Romain pode ser muito desafiador em alguns momentos, mas quando você o pega no dia certo e na hora certa, ele é um grande trunfo para a equipe e acho que devemos agradecer ele também e o que ele fez por nós”, disse Steiner.

Em alguns momentos os rádios de Grosjean deixam claro a sua insatisfação com o time e na série Drive to Survive, o conjunto Haas acabou ganhando muito destaque já que Steiner era muito expressivo diante das câmeras.

“Ele acreditou em nós no início, esteve conosco por cinco anos, mostramos que acreditávamos nele, porque poderíamos ter realizado uma troca depois de quatro anos, mas o mantivemos porque às vezes ele pode ser o Romain.”

“Eu chamo isso de ‘ser Romain’, não há palavra para isso, o que é difícil de se administrar. Mas fora isso ele foi um grande trunfo para a equipe e estará na história da Haas F1. Ele é uma grande parte disso para sempre.”

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Do outro lado desta história, Grosjean teve a chance de comentar sobre o assunto e falar sobre os momentos de dificuldade: “Já tive momentos, sim, cometi erros, mas quem não comete? Também acho que quando você tem um carro ruim, você precisa tentar dirigir em 105% para conseguir algo bom e quando você dirige em outro nível, há grandes chances de você cometer erros.”

“Quando você tem um carro top, pode dirigir a 99,8% e isso significa que você é mais consistente. Conheci as duas situações e é por isso que posso dizer isso. Sou difícil de controlar? Não sei. Algumas pessoas disseram muito isso muito no passado, então acho que é possível.”

 

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Debora Almeida

Meus olhos brilharam quando eu vi o estilo de pilotagem do Vettel ele despertou o meu interesse pelo esporte e cada vez mais eu queria entender sobre o assunto. Hoje gosto de tirar fotos e escrever textos!

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