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A história do carro que não participou da homenagem para Dan Wheldon

Há exatos 10 anos, o mundo do automobilismo perdia um personagem importante, Dan Wheldon

Após ser demitido pela Panther Racing no final de 2010, Dan Wheldon teve que se contentar em passar a maior parte da temporada fora das pistas. Dan se aventurou pela televisão, participando até mesmo da primeira transmissão em que o finado jornalista Robin Miller atravessou o grid correndo enquanto fazia entrevistas pouco antes dos carros irem pra pista, algo que virou a marca de Robin nos seus anos finais.

Além da TV, Dan dedicou seu tempo a Indy também, mas não competindo e, sim desenvolvendo o carro que viria ser usado nas temporadas seguintes. O DW12, chassi que leva as iniciais do piloto em forma de agradecimento ao empenho do piloto para fazer dele um carro seguro.

Dan Wheldon durante testes em Indianapolis (Chris Jones/IndyCar)

Dan Wheldon entrou na prova com um contrato assinado para pilotar o carro de número 27 da Andretti Autosport patrocinado pela Go Daddy – mesmo patrocinador do desafio em que ele participaria na pista, o Go Daddy Challenge consistia em fazer um piloto inicialmente e de fora da Indy, largar de último e tentar ganhar a prova; caso o piloto vencesse o desafio, levava para casa 5 milhões de dólares.

Pilotos como Alex Zanardi, Travis Pastrana e Kasey Khane se interessaram, mas tinham várias exigências que fizeram com que eles não participassem, fazendo com que a regra fosse alterada para pilotos que não competissem em tempo integral na Indy, fazendo com que Dan entrasse na jogada.

Wheldon que havia sido campeão da Indy 500 daquele ano trocou de acento com Alex Tagliani para as duas ultimas corridas do ano, e guiou o #77 enquanto Alex guiou o #98 para Bryan Herta.

Já durante os treinos era possível ver que a prova seria muito perigosa. Curvas muito inclinadas, carros muito próximos e velocidade extremamente altas foram a receita do desastre, no 11° giro da prova, após um carro rodar e causar uma série de acidentes na frente de Wheldon, o piloto não teve o que fazer, tendo seu carro arremessado no alambrado, com o cockpit sendo principal o ponto de impacto nos postes de sustentação do alambrado.

Algumas horas após o acidente, foi anunciado que Dan Wheldon havia falecido e que a corrida seria cancelada com 13 voltas, além disso foi comunicado que os carros que não se envolveram no acidente fariam 5 voltas em formação lado a lado em homenagem ao piloto

Esta é a lista oficial de carros/pilotos envolvidos no acidente:

  • J.R. Hildebrand — #4 Panther Racing Honda
  • Paul Tracy — #8 Dragon Racing Honda
  • Will Power — #12 Team Penske Honda
  • Vitor Meira — #14 A.J. Foyt Enterprises Honda
  • Jay Howard — #15 Rahal Letterman Lanigan Racing Honda
  • Wade Cunningham — #17 Sam Schmidt Motorsports Honda
  • James Jakes — #18 Dale Coyne Racing Honda
  • Alex Lloyd — #19 Dale Coyne Racing Honda
  • Townsend Bell — #22 Dreyer & Reinbold Racing Honda
  • Pippa Mann — #30 Rahal Letterman Lanigan Racing Honda
  • Buddy Rice — #44 Panther Racing Honda
  • Tomas Scheckter — #57 Sarah Fisher Racing Honda
  • E.J. Viso — #59 KV Racing Technology—Lotus Honda
  • Dan Wheldon — #77 Sam Schmidt Motorsports Honda
  • Charlie Kimball — #83 Chip Ganassi Racing Honda

Com 15 carros de um grid de 34 de fora, era planejado uma homenagem com apenas 19 carros, porém James Jakes não tinha danos tão grandes no carro e conseguiu participar do tributo, mas mesmo com James o tributo contou com apenas 19 carros.

Quem era o carro intacto que estava faltando? Esse carro não estava de fora da homenagem, e sim de fora como uma homenagem, o carro intacto que não foi a pista, foi justamente o #98 do Alex Tagliani, carro no qual Dan Wheldon ganhou a Indy 500 em maio daquele ano.

Como os carros fizeram o tributo na ordem em que estavam durante a bandeira amarela, é possível observar Graham Rahal ocupando a parte de fora da terceira linha, justamente o local que originalmente era ocupado pelo #98.

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